A ode cívica de Adison do Amaral que resgata o patriotismo como valor moral, histórico e espiritual Adison do Amaral em sua obra "Bande...
A ode cívica de Adison do Amaral que resgata o patriotismo como valor moral, histórico e espiritual

Editorial Especial
Em tempos em que símbolos nacionais são relativizados, banalizados ou instrumentalizados por narrativas superficiais, surge uma obra que faz exatamente o oposto: restaura a solenidade do símbolo e o coloca novamente no altar da consciência nacional.
O poema “BANDEIRA DO BRASIL”, de Adison do Amaral, não é apenas uma composição literária. É uma declaração de princípios.
Inspirado na tradição clássica de Tomás Antônio Gonzaga em Cartas Chilenas, o autor adota versos soltos dodecassílabos e sáficos — metrificados, sem rimas — para construir uma ode que transita entre história, simbologia, civismo, etimologia e espiritualidade nacional.
Não se trata de poesia moderna fragmentada. É poema estruturado. Pensado. Consciente.
E isso, por si só, já é uma posição estética e ideológica.
A Bandeira como síntese da Nação
Adison não descreve a bandeira apenas como objeto gráfico. Ele a interpreta.
Ao mencionar o desenho de Jean-Baptiste Debret e a substituição do brasão imperial, o poeta estabelece a ponte entre Império e República. Ao evocar a Proclamação e a esfera celeste, ele reconecta o símbolo à astronomia histórica e ao nascimento institucional do país.
A bandeira deixa de ser pano. Torna-se narrativa.
O verde não é apenas mata.
O amarelo não é apenas ouro.
O azul não é apenas céu.
O branco não é apenas paz.
Cada cor é reinterpretada como valor moral.
O verde é grandeza natural e juventude vigilante.
O amarelo é riqueza material e intelectual.
O azul é transcendência e geografia monumental.
O branco é ética pública, transparência e responsabilidade.
Ao citar o lema “Ordem e Progresso”, o poeta remete diretamente ao pensamento de Auguste Comte, lembrando que o Brasil nasceu sob uma matriz filosófica que buscava equilíbrio entre disciplina social e desenvolvimento.
A construção do herói como espelho moral
O poema avança para um ponto central: o heroísmo.
Ao resgatar a figura do Duque de Caxias — Duque de Caxias — especialmente na Batalha de Itororó, o verso “SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS!” é usado como símbolo máximo de liderança moral.
Não se trata de exaltação bélica vazia.
Trata-se de compromisso.
Caxias aparece como o soldado que combateu por dever, não por ódio.
Como o militar que uniu disciplina e humanidade.
Como o homem que ofereceu a própria vida em nome da pátria.
O paralelo com Tiradentes reforça a ideia de juramento cumprido até o fim.
Adison constrói, portanto, um arquétipo:
O Homem-Brasil.
Entre o lirismo e o manifesto
Há quem possa considerar o tom do poema excessivamente enfático.
Há quem estranhe a exaltação direta, a repetição vibrante, a pontuação intensa.
Mas é justamente aí que reside sua força.
Vivemos um tempo de ironia constante, de cinismo estrutural, de relativismo emocional. A poesia de Adison não pede desculpas por amar o Brasil. Não ironiza o patriotismo. Não suaviza o compromisso.
Ela declara.
E declarar amor à pátria, hoje, tornou-se quase um ato de resistência cultural.
Um poema que também é advertência
Quando o autor menciona “peculato desastroso no Brasil” e defende “res non verba” — coisas, não palavras — ele deixa claro que patriotismo não é retórica vazia.
É ética administrativa.
É responsabilidade pública.
É respeito ao dinheiro do povo.
A bandeira, aqui, é símbolo de cobrança moral.
Não basta venerá-la.
É preciso merecê-la.
A relevância contemporânea
Num Brasil dividido por discursos, por crises institucionais e por desconfiança generalizada, a obra de Adison do Amaral se posiciona como um chamado à reconstrução simbólica.
Símbolos sustentam civilizações.
Quando eles perdem significado, a coesão social se dissolve.
“Bandeira do Brasil em Primeiro Lugar” não é exclusão de outros valores. É hierarquização de prioridades:
Sem identidade nacional sólida, nenhuma agenda prospera.
Conclusão Editorial
Adison do Amaral escreve com a convicção de quem viveu o Brasil por décadas, estudou sua história, participou de suas instituições e formou gerações.
Sua poesia pode ser intensa.
Pode ser solene.
Pode ser enfática.
Mas nunca é superficial.
Em tempos de ruído, ele escolhe a clareza.
Em tempos de relativismo, ele escolhe o compromisso.
Em tempos de dispersão, ele escolhe a Bandeira.
E talvez seja exatamente disso que o Brasil precise:
De menos ironia e mais responsabilidade.
OBRA NA ÍNTEGRA
(A seguir, inserimos integralmente o poema “BANDEIRA DO BRASIL”, conforme transcrito no documento original, preservando integralmente formatação, notas, citações e rodapés.)
Poema em versos soltos dodecassílabos
e sáficos, — metrificados, mas sem rimas; inspirado na tradição
clássica de Tomás Antônio Gonzaga em “Cartas Chilenas”, 1786.
BANDEIRA DO BRASIL
A BANDEIRA DO BRASIL EM PIMEIRO LUGAR!
Bandeira do Brasil – o lábaro sagrado!...
Tuas cores a minha alma tingem de luz
Meu último olhar de adoração a de ser
Pra Ti, Hás de brilhar no pódio das Nações.
Elegante, ondulante, drapejas revoando
Os encantados céus da Nação Brasileira
E enfeitas o nosso ar co´o perfume das matas;
Despertas sonhos de brasilidade e amor...;
No desenho de Debret substituístes
O brasão de armas do Império Português.
Pela esfera armilar azul sobre o losango
Amarelo representas a posição
Das estrelas no céu a quinze de novembro
De mil novecentos e oitenta e mais nove
Que é o dia grandioso da Proclamação
Da República Federativa do Brasil...
E do País da Cruz as riquezas auríferas.
ÉS VERDEMAR natural, grandeza
a espelhar
A floresta alta que o mundo oxigeniza
Pelo esverdeado hausto da terra por Deus dado:
És a esmeralda amazônica de esplendor,
Da Pátria, a juventude briosa e guardiã,
Entre hoje e o porvir, ícone elo da nação
A retratar a Real Casa dos Braganças
ÈS O VERDE amazônico de esplendor raro.
Ícone entre hoje
e o porvir da nossa terra!...
O AMARELO, a Real Casa dos Habsburgos,
E a aurífera riqueza do País da Cruz...
És do majestoso ornamento nacional
O brilho de ouro das minas e terras raras,
Jazidas de diamantes, safiras, rubis,
Turquesas que enfeitam as joias elegantes
Das encantadoras mulheres brasileiras.
O amarelo inda traduz a intelectual
Riqueza dos notáveis escritores pátrios
O AZUL, o céu limpíssimo, belo e os caudais
Majestáticos dos rios e cataratas;
O Amazonas que é o maior rio do mundo
Um oceano em volume d´água – colosso!
E as majestosas Cataratas do Iguaçu¹
Que é uma das sete maravilhas do mundo,
Com a gloriosa altura de oitenta metros,
Duzentas e setenta e cinco quedas d`água,
Com evasão de onze mil e trezentos metros
Cúbicos por segundo em cheias de verão.
Sob a pureza mais nívea da faixa branca
Esplende a formosura azul do nosso céu
Estrelado no dia da Proclamação...
Letícia da esperança de um céu de dádivas,
Da cintilante legenda Ordem e
Progresso
De Auguste Conte, convicto Positivista.
BRANCO simboliza paz, que
é um bem supremo
Pureza, união e solidariedade;
Transparência e “res non verba” em todos os atos
Na gerência decente dos negócios públicos;
É o caminho áureo de um País grandioso
Na moral, ordem, ética e na justiça;
Segurança e o respeito ao porvir da Nação,
Da pátria do gigante Estado Brasileiro,
Fautores do Progresso mais que imprescindível.
Como disse mais que convicto no Hino à América
Em a métrica aurífera heptassilábica:
De Cristo Redentor, terras.
“Hei de guardar-Te no
peito,
Dentro do meu coração”.
Fala ainda de intenções puras belas e nobres
Que diz respeito às riquezas dos brasileiros
Que ninguém pode, nem é lícito
furtar
E é peculato desastroso no Brasil.
Tuas cores verde, amarela, branca e anil
Tingem minha alma de Brasil a cintilar
Nos Cerimoniais da Ação Paramaçônica
Juvenil do Grande Oriente do Brasil.
Meu último olhar
de adoração há de ser
Para Ti – símbolo
auriverde majestoso...
Por Ti que és o quê de mais nobre existe aqui...
Muitos deram-Te suas vidas nas batalhas...
Mas ninguém iguala a heroica ação de Caxias,
Que em Itororó revelou sua grandeza,
Na Guerra da Tríplice Aliança ao convocar:
“SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS”!
Em um gesto ímpar de doação ao Brasil
Ao avançar à frente do exército – e a batalha
Venceu. Penso que não existe mais soldado
Co`este acendrado amor às terras brasileiras.
Luís Alves de Lima e Silva, Marechal Caxias²,
Consciente do seu juramento prestado
De a brasílica pátria amada amar, servir,
Revelou a austeridade de aço de um homem
Leal à sublime terra que merecia
O bem mais precioso de quaisquer cidadãos,
– A sua vida! E no momento de doação
Como soldado que defendê-la jurado
Havia, igual a Tiradentes³, honrou-a.
Ninguém a tanto brilho jamais igualou!...
No amor ao Estado-Brasil, (à pátria, à nação,
Ao governo) – à bandeira sagrada auriverde
Encantadora, adorável e fascinante!!!!!!!!!IIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Caxias, o Pacificador e Patrono
Do Exército era evidência tão grandiosa
E clara que até o Imperador do Brasil
Reconheceu e com Ele o povo do Império
Brasileiro...
Brasil:
Um homem a imitar
E urge! É tempo de venerar a bandeira
Do Moderador Exército de Caxias
LUIS ALVES DE LIMA E
SILVA,
O DUQUE,
HOMEM-BRASIL!
__________________________
1 – O nome Iguaçu na etmologia tupi-guarani significa água grande: y – água; e guaçu – grande, que forma a
monumental Catarata do Iguaçu.
Diz a
lenda, em conto ancestral, que Naipi era uma jovem de olhos verdes, da cor da
floresta exuberante, filha do cacique dos Caigangues; as águas do rio paravam de
correr para vê-la de tão bela, quando Naipi nelas se espelhava. Tarobá, um guerreiro,
e Naipi se apaixonaram. Ah! o amor!...
Porém
todo ano uma jovem era oferecida a Mboi, filho de Tupã, que era deus muito poderoso
e temido, que assumia a forma de enorme serpente.
No dia da consagração,
enquanto festejavam, Naipi e Tarobá fogem em uma canoa, movidos pela paixão.
Mboi fica transtornado, furioso, e entrando na terra revolveu-a com tanto
furor, que gerou o abismo das cataratas e nele caem Naipi e Tarobá.
Tupã resolveu punir
os três.
Naipi
foi transformada em rocha no meio do caudal e Tarobá em uma palmeira inclinada
na direção de Naipi, Mboi, foi encerrado na caverna Garganta do Diabo, de onde
vigia os dois eternamente para que nunca mais se encontrem.
2 – Na Guerra da Tríplice Aliança, na Batalha de Itororó ocorreu um fato
histórico, consagrado em selo, que definitivamente imortaliza Caxias.
O
rio era fundo e não podia ser atravessado a pé, tinha que passar pela ponte. Do
outo estava o inimigo armado e talvez com explosivos. Sobe a ponte o Exército
brasileiro era um alvo perfeito. A tropa estava imobilizada. Que fazer?!...
E é aí que surge o bravo, o herói.
Caxias
pôs-se à frente do Exército e bradou:
SIGAM-ME OS QUE FOREM
BRASILEIROS!
Diante de tanto desprendimento e bravura,
as tropas, sob o comando do Marechal Caxias, romperam a resistência inimiga no
arroio de Itororó, abrindo caminho para as vitórias de Paissandu, Tuiuti, Boqueirão,
Humaitá, Cerro Corá e a batalha Naval do Riachuelo.
Luís Alves de Lima e Silva foi o
único militar na história do Brasil a receber o honroso título de DUQUE.
Álvaro Palmeira, Soberano
Grão-Mestre honorário do Grande Oriente do Brasil, no Primeiro Seminário
Maçônico realizado no Palácio Maçônico do Lavradio, Rio de Janeiro, em 1964, que
tive a honra de participar, disse que Caxias ao entrar no Palácio, em Assunção,
disse aos soldados que esperassem fora e entrou sozinho. Deparou com Solano Lopes
que fez o sinal característico do Maçom.
O Marechal Luiz Alves deu-lhe fuga, mas a guerra continuou; Caxias adoeceu
e retirou-se dos campos de batalha, em 1869; assumiu o Marechal Conde d´Éu,
como Chefe do Exército Imperial vindo Solano Lopes a perecer à margem do arroio
Aquidabã, em Lomas Valentinas, em 1870.
Álvaro Palmeira ensinou também que a
“MAÇONARIA NÃO TEM PÁTRIA, MAS O MAÇOM TEM”.
O Marechal Luís Alves de Lima e
Silva militar, político e monarquista não combatia o inimigo com ódio, mas por
amor ao Brasil, que jurou defender, cumprindo seu nobre ofício de soldado. Após
a batalha tratava bem os soldados vencidos e sociedade civil. Por isso também é
cognomina- do de O PACIFICADOR em razão do trabalho que empreendia na
manutenção da ordem interna e da unidade nacional.
3
-
Tiradentes é reconhecido com justiça PATRONO CÍVICO DA NAÇÃO BRASILEIRA.
Ele,
como militar, jurou defender, e, se necessário, dar a sua vida ao Brasil, e
cumpriu seu juramento.
4 - Em mil
novecentos e trinta e cinco (1935) o Jornal “A NOITE”, no Rio de Janeiro, em Concurso
“do mais belo verso brasileiro” foi preferido este
“AURI-VERDE PENDÃO DA MINHA TERRA”.
que se encontra
na penúltima estrofe de “Tragédia no Mar” (O Navio Negreiro).
Citarei a estrofe esplendida, luminosa,
por inteiro, para revelar o estro sublime do poeta Castro Alves, que o
dicionarista Antenor Nascentes disse, que era descuidado na métrica, mas
incomparável no entusiasmo.
“Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança ...
Tu, que dá liberdade após a guerra
Foste hasteada dos heróis na lança,
Antes te houvesse rôto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...”.
E no final da última estrofe, nos penúltimos
versos:
“[...]
Mas é infâmia demais ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do novo mundo ...”.
Salvem
o pendão da esperança, símbolo augusto...
Atenção
jovens Apejotistas, conforme o Novo
Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990,
que
entrou em vigor em 2009, estabelecendo nova grafia do português Roto não temais
acento.
DUQUE DE CAXIAS MAÇOM.
Comendador do Supremo
Conselho do Brasil.
Luiz Alves de Lima e Silva, foi iniciado Maçom, na Loja Simbólica “DOIS DE DEZEMBRO”, fundada em 09-07-1940, no Palácio Maçônico do Lavradio, INICIADO no dia 23 de julho de 1841, Oriente do Rio de Janeiro, Grau 33; em 1871, proclamado Grão-Mestre do Grande Oriente, empunhou o Malhete com retidão, justiça, sabedoria, e transparência na conduta perante o povo da Nação Gobiana e o mundo profano, engrandecendo e defendendo com os seus atos os iniciados na sublime Arte Real Brasileira e Maçom até o último dia de sua vida. Faleceu a 7 de maio de 1880.
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