Page Nav

HIDE

Grid

GRID_STYLE

Pages

Classic Header

{fbt_classic_header}

Header Ads


Breaking News

latest

Tijolo x Papel: onde nascem de verdade os milionários?

Tijolo ou Papel? Segurança nos Imóveis ou a Agilidade do Mercado de Capitais? Por Acher Rodrigues - Economista e Corretor de Imóveis Um inve...

Tijolo ou Papel?


Segurança nos Imóveis ou a Agilidade do Mercado de Capitais?


Por Acher Rodrigues - Economista e Corretor de Imóveis


Um investidor, independente da quantia que tenha disponível, se vê diante de uma encruzilhada clássica: aplicar na solidez tangível do setor imobiliário ou na liquidez e potencial de valorização do mercado de capitais. Embora as ações e títulos públicos atraiam pela facilidade, a tradição do "tijolo" mantém seu reinado como um dos portos mais seguros para a preservação de patrimônio.

Investir em imóveis é ir além da compra de um teto; mas sim é a aquisição de um ativo real, físico, e que historicamente, acompanha ou supera a inflação.

Um imóvel, diferente de uma empresa que pode falir e ver suas ações virarem pó, por ser um bem físico, está na terra onde a estrutura permanecerá.

Imóveis são historicamente resilientes, e mesmo em períodos de baixa atividade econômica, o bem permanece, servindo como segurança e reserva de valor.

Podemos até refletir com essa minha frase:

Seu patrimônio está na tela de seu celular, ou na terra onde você pisa?

A utilização desse bem por terceiros, gera aluguel e funciona como um "salário extra", oferecendo um fluxo de caixa constante e previsível. Os contratos de locação são geralmente reajustados por índices como IPCA ou IGP-M, garantindo que o poder de compra do locador seja preservado.

Precisamos também pensar que há a valorização, o que faz um imóvel saltar de valor em poucos anos, algo comum em regiões de cidades em expansão.

Como ponto negativo, podemos pensar de uma forma comparativa ao mercado de capitais, de sua baixa Liquidez: Vender um imóvel pode levar meses ou até anos. Não é um dinheiro que se resgata com um clique, isso além de custos de manutenção, reformas, taxas e tributos, períodos que podem estar em vacância, que podem de alguma forma prejudicar a rentabilidade.

Um imóvel para uso próprio, moradia ou comercial de uma empresa, dispensa a princípio esses rendimentos, mas carrega a valorização e seu uso dando uma garantia extra e tranquilidade ao proprietário na manutenção de pontos comerciais, visibilidade, e segurança aos clientes e fornecedores. Sabemos que muitas vezes o valor aplicado em um prédio comercial, poderia estar sendo utilizado como capital de giro, mas isso já outro tipo de reflexão, e vai depender da mentalidade mais conservadora do investidor.

Andrew Carnegie (Magnata do aço):

"Noventa por cento de todos os milionários tornaram-se assim através da posse de imóveis."

Louis Glickman (Investidor imobiliário):

"O melhor investimento na Terra é a própria terra."

A baixa liquidez é o maior "medo" de quem investe em imóveis, mas com as orientações de bons profissionais do Mercado Imobiliário, de Corretores idôneos e capazes com conhecimento sobre investimentos, diversificação do patrimônio utilizando as diversas formas de financiamentos bancários, consórcios, loteamentos, incorporações, e construção civil, esse patrimônio ficará blindado de tempestades, e será alavancado para um futuro sólido e seguro.

Falando do Mercado de Capitais:


O mercado de capitais atrai pela liquidez. A capacidade de transformar um investimento em dinheiro vivo em poucos dias é o grande trunfo das ações e títulos públicos. Contudo, essa facilidade cobra um preço: a volatilidade. Para o investidor que não possui estômago para oscilações bruscas a "montanha-russa" da bolsa pode se tornar um fardo emocional e financeiro.

Com pouco dinheiro, é possível investir em grandes empresas ou títulos do governo. Hoje existem várias aplicações, inclusive diretamente ligadas ao mercado imobiliário as FIIs (Fundos de investimento Imobiliários) que se especializam por exemplo em Imóveis de Logísticas, Shoppings, comerciais, Títulos e Valores Imobiliários, Por outro lado, são aplicações por assim dizer mais técnicas, que exigem entender de balanços, empresas, juros, rentabilidades, e o valor do patrimônio pode oscilar drasticamente em um único dia devido a notícias políticas, econômicas, guerras, distúrbios sociais, petróleo, energia elétrica, temporais, e até mesmo por crises criadas no intuito de enfraquecer uma empresa.

Conclusão


Embora o mercado de capitais seja excelente para diversificação, o investimento imobiliário continua sendo a base de grandes fortunas. A capacidade de gerar renda mensal aliada à valorização do imóvel cria um efeito de "juros compostos reais". Para quem busca dormir tranquilo sabendo onde seu dinheiro está "plantado", o tijolo ainda é a resposta mais sólida.

Enquanto uma aplicação em Renda Fixa rende apenas sobre o capital investido, o proprietário de um imóvel ganha em duas frentes: o recebimento mensal do aluguel (que paga as contas do presente) e a valorização patrimonial (que constrói a riqueza do futuro). Em uma década, um imóvel bem localizado pode dobrar de valor nominal, algo difícil de prever com a mesma segurança no mercado de ações.

A escolha entre o tijolo e o papel depende, em última análise, do apetite ao risco e dos objetivos de cada investidor. Contudo, para aqueles que buscam a construção de um legado e a tranquilidade geracional, a máxima permanece válida:

No mercado financeiro, os números oscilam com o vento da política; no mercado imobiliário, os números se consolidam sobre o alicerce do concreto

Sei que para muitos os termos abaixo podem ser do dia a dia, mas para alguns poderão ser úteis, para interpretação de matérias nesses temas:

Indicadores de Referência (O Termômetro do Mercado)


INCC (Índice Nacional de Custo de Construção): É o "IPCA da obra". Ele mede a variação dos custos de materiais, serviços e mão de obra. É fundamental para quem investe em imóveis na planta.

IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado):
Conhecido como a "inflação do aluguel", pois a maioria dos contratos de locação é reajustada por ele. Tende a ser mais volátil que o IPCA.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)
: A inflação oficial do país. Investidores de imóveis usam o IPCA como régua para saber se o ganho real (acima da inflação) foi positivo.

Taxa SELIC:
A taxa básica de juros. Quando a Selic sobe, o crédito imobiliário fica mais caro (dificulta a compra), mas a renda fixa no mercado de capitais fica mais atraente.

Vacância: É o período em que o imóvel fica vazio, conhecida como "taxa de vacância" para medir a saúde de um empreendimento ou região.

Yield (ou Cap Rate): É a taxa de retorno do aluguel. Se um imóvel vale R$ 500 mil e rende R$ 2.500 de aluguel por mês, o yield anual é de 6%. É a métrica comparativa com os dividendos das ações.

VGV (Valor Geral de Vendas): Soma do valor de todas as unidades de um empreendimento. Termo muito usado por incorporadoras para mostrar o tamanho de um projeto.

Loteamento vs. Incorporação
: Loteamento é a venda do terreno urbanizado; incorporação envolve a construção de edificações (prédios/casas) para venda.

O bê-a-bá do Investidor:


Para quem está começando a sair da poupança e quer entender onde colocar o dinheiro, estes termos poderão ajudar a entender do “economês”

Liquidez: A facilidade de transformar o investimento em dinheiro vivo. (Imóvel = Baixa Liquidez; Ações = Alta Liquidez), ou é a velocidade com que você transforma o investimento em dinheiro no bolso

Volatilidade: O "sobe e desce" dos preços. É o principal argumento a favor dos imóveis, que são ativos de baixa volatilidade.

FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário): O "meio do caminho". Você investe no mercado de capitais, mas o lastro são imóveis. É o maior concorrente do imóvel físico hoje.

Ativo Real: É tudo o que você pode "tocar" ou que tem existência física, como um imóvel ou ouro. São considerados os investimentos mais seguros em crises globais, pois não dependem apenas de números em uma tela.

Benchmark: É o "alvo" ou a régua de comparação. Por exemplo: se você investe em imóveis, seu benchmark costuma ser o IPCA (inflação). Se o seu rendimento foi maior que o IPCA, você teve ganho real.

Dividendos: É a parcela do lucro de uma empresa ou de um fundo que é distribuída aos investidores. No mercado imobiliário, o equivalente ao dividendo é o valor líquido do aluguel que cai na sua conta.

Espero realmente ter acrescentado algum ponto positivo e esclarecedor, de maneira que nosso mercado imobiliário sempre cresça, fortaleça, e que nós Corretores e Imóveis, possamos servir a sociedade com segurança, na garantia de ótimos negócios.


Acher Henrique Rodrigues
Creci DF 5928 / Creci GO 44.020/ CNAI 29484
Economista Corecon DF 5116


 

 

Nenhum comentário

Colégio Objetivo