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“CHEGA DESSA PORRA!”: LUIS MIRANDA REAGE A ROUBO EM ÁGUAS CLARAS E ATACA A SENSAÇÃO DE IMPUNIDADE EM BRASÍLIA

Durante agenda de campanha, candidato se depara com homem detido após tentar furtar van de feirante e ser encontrado com dois fardos de refr...

Durante agenda de campanha, candidato se depara com homem detido após tentar furtar van de feirante e ser encontrado com dois fardos de refrigerante e uma faca.



ÁGUAS CLARAS — O que deveria ser uma agenda de campanha marcada pela positividade terminou em uma cena de tensão na Feira Livre Noturna da Rua do Lazer, em Águas Claras.

Na noite de 22 de setembro, um homem foi flagrado tentando furtar uma van e foi encontrado com dois fardos de refrigerantes retirados de uma barraca e uma faca grande. Segundo as reportagens sobre a ocorrência, um feirante percebeu o homem tentando dar partida na van, conseguiu retirá-lo do veículo e chamou outros trabalhadores. Um policial aposentado ajudou a imobilizá-lo até a chegada da PMDF. O homem foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia e autuado em flagrante.

Foi diante dessa situação que Luis Miranda reagiu com indignação.

“Ninguém faz porra nenhuma. Esse tipo de ser humano eu não aprovo. Tem que responder pelo que fez. Chega de passar a mão na cabeça.”

Para o candidato, o episódio representa algo maior: o trabalhador que luta para sustentar a própria família não pode ser transformado em alvo de criminosos enquanto o Estado assiste de braços cruzados.

“Todos os feirantes aqui estão dando a vida para vender suas mercadorias, para sustentar suas famílias. Aí chega um cara desses com uma faca para roubar.”

UMA VAN PARA TRABALHAR. UMA FACA PARA AMEAÇAR.

O caso ganhou repercussão porque envolveu justamente um instrumento de trabalho.

A van era utilizada por um feirante para sua atividade profissional. O homem foi encontrado tentando furtar o veículo e, segundo as reportagens, carregava dois fardos de refrigerante que haviam sido retirados de uma barraca. Uma faca grande também estava entre seus pertences.

Miranda chama atenção para o risco de uma reação física diante de alguém portando uma arma branca.

“Se você for para cima dele, ele pode te matar. O trabalhador não sabe o que uma pessoa dessas vai fazer. Uma faca mata.”

A mensagem do candidato é dirigida principalmente aos trabalhadores:

não colocar a própria vida em risco para defender patrimônio e acionar as forças de segurança.

“NÃO É SOBRE QUEM PRECISA DE AJUDA. É SOBRE QUEM COMETE CRIME.”

Miranda também endureceu o discurso sobre pessoas em situação de rua, mas estabeleceu uma distinção entre vulnerabilidade social e criminalidade.

“Quem precisa de assistência precisa receber assistência. Mas quem pega uma faca, ameaça alguém e comete crime precisa responder pelo que fez.”

 


A discussão ganha força porque Brasília tem registrado episódios graves envolvendo indivíduos identificados pelas autoridades ou pela imprensa como pessoas em situação de rua.

Em dezembro de 2025, um homem identificado como morador de rua foi preso em flagrante após um ataque contra uma mulher na 411 Norte. Segundo a PCDF, ambos estavam em situação de rua; o caso foi investigado como estupro e tentativa de feminicídio.

Em agosto de 2026, outro caso chocou a capital: uma criança de 5 anos foi atingida com um chute na cabeça na 302 Sul. Segundo o Metrópoles, o homem apontado como autor era morador de rua e foi detido pela PMDF.

Esses episódios são casos individuais e não permitem concluir que pessoas em situação de rua sejam, em geral, criminosas. Mas, para Miranda, crimes cometidos por indivíduos nessa condição precisam receber a mesma resposta legal aplicada aos demais autores.

“Eu não estou falando de quem está passando necessidade. Estou falando de quem agride uma criança, de quem estupra uma mulher, de quem pega uma faca para roubar um trabalhador. Isso não pode ser tratado como normal.”

Vejam o vídeo na íntegra: 

https://www.instagram.com/reel/Ddw0EwwzkOT/?stkn=MXhpcHQ2amZ6MDl4Zw== 

DE OUTROS ESTADOS? O DADO QUE PRECISA SER TRATADO COM RESPONSABILIDADE

Outro ponto levantado no debate é a origem da população em situação de rua no Distrito Federal.

O 2º Censo Distrital da População em Situação de Rua, realizado pelo IPEDF, inclui entre seus eixos justamente procedência, migração, regiões de estadia e deslocamento.

Reportagens baseadas no levantamento apontam que uma parcela expressiva das pessoas encontradas nas ruas do DF veio de outras regiões do país. Isso, porém, não significa que pessoas de outros estados sejam criminosas.

O debate proposto por Miranda é outro: Brasília precisa ter políticas integradas com estados e municípios de origem para assistência, acolhimento e eventual retorno voluntário de quem deseja reconstruir a vida em outro local.

“Brasília precisa fazer o Estado funcionar. Quem precisa de ajuda tem que ter ajuda. Mas quem vem para cá para cometer crime precisa ser responsabilizado.”

“BRASÍLIA NÃO PODE SER TERRA SEM LEI”

O discurso de Miranda chega ao ponto central de sua reação:

“Eles fazem os escambau na nossa cidade e ninguém faz porra nenhuma.”

A declaração traduz a indignação do candidato diante daquilo que ele descreve como uma sensação de abandono de trabalhadores, comerciantes e famílias.

Mas o episódio também expõe uma realidade objetiva: segurança pública não se resolve apenas com discurso. É necessária a atuação coordenada de polícia, Justiça, assistência social, saúde e demais órgãos públicos.

E é justamente nessa fronteira que Miranda pretende colocar sua bandeira política.

“Chega. O trabalhador precisa ser protegido. A mulher precisa ser protegida. A criança precisa ser protegida. E quem cometer crime precisa responder pelo que fez.”

O RECADO DE LUIS MIRANDA

A cena de Águas Claras acabou se transformando em um dos momentos mais contundentes da agenda do candidato.

De um lado, feirantes trabalhando, vendendo mercadorias e tentando sustentar suas famílias.

Do outro, uma tentativa de furto de uma van, dois fardos de refrigerante subtraídos e uma faca encontrada com o homem detido, segundo os relatos da ocorrência.

Para Luis Miranda, o episódio resume uma de suas lutas, essa é uma de suas bandeiras de campanhas tão defendidas para Brasília: 

“Eu não vou passar a mão na cabeça de quem faz mal para trabalhador e para família. Quem precisa de ajuda vai ter ajuda. Quem cometer crime vai responder pelo crime. Brasília precisa voltar a proteger quem trabalha.”


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